
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em um dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar registrou uma queda acentuada enquanto a bolsa de valores, por outro lado, teve um desempenho positivo. A cautela gerada pela entrada em vigor das novas tarifas do governo de Donald Trump pesou sobre o mercado. Mesmo com a queda do dólar, que acumulou mais de 3% de desvalorização no mês, o índice da bolsa subiu cerca de 6%, alcançando o melhor desempenho mensal desde agosto do ano anterior.
O dólar comercial encerrou o pregão a R$ 5,706, registrando uma queda de R$ 0,054 (-0,94%). A moeda americana iniciou o dia com valorização, mas a partir da abertura dos mercados dos Estados Unidos, passou a cair. A mínima do dia foi atingida por volta das 15h30, com o dólar chegando a R$ 5,69.
Este valor foi o mais baixo desde o dia 20 de março, quando o câmbio fechou em R$ 5,67. No acumulado do mês, a moeda norte-americana perdeu 3,57% de seu valor e, no ano, a queda foi de 7,67%.
Enquanto o câmbio apresentou quedas, o mercado de ações viu uma turbulência maior. O índice Ibovespa, da B3, encerrou com uma queda de 1,25%, fechando aos 130.259 pontos. A queda foi impulsionada, em grande parte, pela realização de lucros, quando investidores vendem suas ações para garantir ganhos recentes. Apesar disso, o índice subiu 6,08% em março, com uma alta acumulada de 8,29% no ano.
A formação da taxa Ptax, que define o câmbio médio para o último dia útil do mês e ajusta a dívida do governo em dólar, foi um fator importante para a queda do dólar. Muitos investidores estrangeiros reduziram suas apostas contra o real, o que ajudou o Brasil a se descolar das demais moedas emergentes, que se desvalorizaram no dia.
Em relação aos fatores externos, o mercado está atento às tarifas que o governo de Donald Trump irá impor a partir de quarta-feira (2), quando os Estados Unidos começarão a taxar as importações com o mesmo percentual cobrado pelos países sobre seus produtos. No mesmo dia, entrará em vigor uma tarifa de 25% sobre a importação de automóveis nos Estados Unidos. No entanto, investidores acreditam que o Brasil pode ser menos afetado por essas mudanças do que outras nações.