
Foto: Proteção Civil da Islândia
Um vulcão entrou em erupção na terça-feira (1º) na região sul da Islândia, provocando a evacuação de moradores e turistas. A atividade vulcânica ocorreu na península de Reykjanes, ao sul da capital, Reykjavik, e foi acompanhada por dois terremotos de magnitude 5,6 e 4,8, registrados pouco depois da erupção.
Esta é a 11ª erupção na região desde 2021, quando sistemas geológicos que estavam adormecidos há cerca de 800 anos voltaram a apresentar atividade.
Imagens aéreas captaram s lava e fumaça saindo do vulcão, formando uma extensa faixa de fogo que se espalharam pela região. Autoridades informaram que a lava rompeu barreiras de contenção e atingiu áreas próximas à cidade pesqueira de Grindavik, que já havia sido amplamente evacuada devido a erupções anteriores. Um spa de luxo também precisou ser esvaziado por precaução.
De acordo com Rikke Pedersen, diretora do Centro Nórdico de Vulcanologia, a erupção tem características similares à ocorrida em janeiro de 2024, quando a lava chegou a atingir Grindavik. “Há lava atravessando a barreira neste momento, mas, até agora, é uma erupção muito limitada”, afirmou.
Apesar da intensa atividade vulcânica, Reykjavik não foi diretamente afetada, e o tráfego aéreo no país segue normal. Cientistas alertam, no entanto, que a atividade na península de Reykjanes pode continuar por décadas ou até mesmo séculos, dado que a região está situada sobre uma falha geológica ativa, onde as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte se afastam lentamente.
A Islândia, com seus cerca de 400 mil habitantes, atrai milhares de turistas todos os anos devido à sua geografia única, repleta de geleiras, gêiseres, fontes termais e vulcões ativos. O fenômeno reforça a constante transformação da paisagem islandesa e o papel fundamental da vulcanologia no monitoramento e na segurança da população local.