Brasil

Tragédia Aérea

Acidente no Pantanal mata cineastas brasileiros e arquiteto chinês de renome internacional

Luiz Fernando Feres da Cunha e Rubens Crispim Jr viajavam com o arquiteto Kongjian Yu quando o avião de pequeno porte caiu em Aquidauana (MS).

Por Seridoense em 24 de setembro de 2025

Foto: Delegada

Dois cineastas brasileiros e um dos arquitetos mais renomados do mundo estão entre as quatro vítimas fatais de um acidente aéreo no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A queda da aeronave ocorreu na noite desta terça-feira (23), na região de Aquidauana, a cerca de 140 km de Campo Grande.

Morreram no acidente os cineastas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr, o arquiteto e urbanista chinês Kongjian Yu e o piloto Marcelo Pereira de Barros, proprietário do avião.

A trajetória dos cineastas

Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz era sócio da Olé Produções. A empresa confirmou sua morte em postagem nas redes sociais, lamentando a perda. Ele esteve à frente da direção da série “Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia”, indicada ao Emmy Internacional e exibida pela HBO/WBD, além de dirigir “To Win or To Win”, sobre a história do time Al Nassr FC.

Rubens Crispim Jr era dono da produtora Posei’dos, especializada em filmes de arte. Em 2024, dirigiu o longa “O Bixiga é Nosso!”, vencedor de Melhor Filme pelo Público na Mostra Competitiva Territórios e Memórias, dentro da Mostra Ecofalante.

Ambos trabalhavam juntos em um documentário sobre o arquiteto Kongjian Yu, referência mundial em urbanismo sustentável, que também morreu na tragédia.

O acidente

A aeronave envolvida era um Cessna de 1958, prefixo PT-BAN, registrada para serviços aéreos privados. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião não tinha autorização para operar como táxi aéreo e estava habilitado apenas para voos diurnos.

O Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) aponta que a aeronave foi adquirida pelo piloto em 2015 e, no mesmo ano, chegou a ser apreendida em operação contra transporte irregular de turistas. Após quase quatro anos parada, foi liberada pela Anac.

Durante o cumprimento das perícias, foram encontrados indícios de que o avião seguia com certificação de aeronavegabilidade válida até 9 de dezembro deste ano.

Equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio de peritos criminais, estiveram no local para recolher dados preliminares. O caso segue em investigação para apurar as causas da queda.


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