
Foto: Marinha dos Estados Unidos
O Pentágono anunciou nesta terça-feira (1º) o envio de um segundo porta-aviões dos Estados Unidos ao Oriente Médio. A medida visa intensificar a presença militar americana na região, especialmente após os ataques contínuos do grupo rebelde Houthi, no Iémen, e a crescente escalada de tensões com o Irã.
Desde 15 de março, os Estados Unidos têm bombardeado quase diariamente posições dos Houthis, com o objetivo de conter os ataques desses rebeldes contra navios civis e militares no Mar Vermelho e no Golfo de Aden. Até o momento, as operações estavam sendo realizadas com o apoio do porta-aviões Harry S. Truman, mas agora o Carl Vinson será enviado para a região. O Pentágono justificou a decisão como parte de seus esforços para “promover a estabilidade regional, afastar as agressões e proteger o fluxo de comércio”.
Além do porta-aviões, esquadrões e outros recursos aéreos serão deslocados para reforçar a capacidade de defesa dos Estados Unidos na área. O apoio a essas operações ocorre em um contexto de crescente pressão política e militar, à medida que os Houthis, apoiados pelo Irã, intensificam os ataques como forma de protesto contra a guerra na Faixa de Gaza e em solidariedade aos palestinos.
Enquanto isso, as tensões entre os Estados Unidos e o Irã aumentam. Washington tem pressionado Teerã a aceitar um novo acordo nuclear, com o presidente Donald Trump impondo uma política de “pressão máxima” desde o início do ano, incluindo sanções econômicas para impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que seu país não cederá às pressões externas e reforçou o poder militar. Em resposta às ameaças de Trump, o Irã deixou claro que, em caso de um ataque, a única opção seria desenvolver uma arma nuclear.