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Gasolina pode ficar até R$ 0,12 mais barata após redução da Petrobras nas refinarias

Corte de 5,6% no preço do litro entra em vigor nesta terça-feira (3) e pode impactar levemente a inflação de junho, segundo especialistas

Por Seridoense em 3 de junho de 2025

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Petrobras anunciou uma redução de 5,6% no preço do litro da gasolina vendida às refinarias, o que pode resultar em uma queda de até R$ 0,12 no preço final ao consumidor em algumas regiões do país. A mudança entra em vigor nesta terça-feira (3) e, segundo estimativa da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), beneficia áreas abastecidas diretamente pela estatal.

Com a redução de R$ 0,17 no litro repassado às distribuidoras, o efeito esperado nas bombas será menor devido à composição da gasolina vendida ao consumidor: 73% de gasolina A (fóssil) e 27% de etanol anidro. Assim, o preço médio, atualmente em R$ 6,28 segundo dados da ANP, pode cair para cerca de R$ 6,16.

De acordo com Sergio Araujo, presidente da Abicom, o repasse aos consumidores não será uniforme. “A queda será sentida onde há fornecimento da Petrobras. Regiões atendidas por refinarias privadas ou importadores podem não ter mudança”, explicou.

Além disso, fatores como impostos, margens de distribuição e lucro dos postos influenciam no tempo e no valor final repassado ao consumidor.

Impacto na inflação

Para o economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, a redução no preço da gasolina deve influenciar a inflação de junho. Ele estima uma queda de até 1,87% no valor médio nacional do combustível, o que pode diminuir o IPCA em 0,10 ponto percentual.

“Como a gasolina pesa 5,3% no orçamento das famílias, o impacto será visível, ainda que limitado. Isso deve aliviar parcialmente a inflação, que começou o mês pressionada pelo reajuste na conta de luz com a adoção da bandeira vermelha patamar 1”, apontou.

Braz destacou ainda que essa redução não altera, por si só, o rumo da política monetária. “Só uma desaceleração mais expressiva em bens duráveis e serviços livres levaria o Banco Central a considerar uma nova queda na taxa Selic”, afirmou.

Nos últimos 12 meses, a gasolina comum acumula alta de 7,16%. O último reajuste no preço do combustível nas refinarias havia sido feito em julho de 2023. O diesel, por sua vez, já teve três cortes em 2024, com o último de 4,66% em maio.


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