
Casos de gripe aumentam e a Unimed Cuiabá alerta que menos de 50% da população possuem vacinação contra Influeza A e B. — Foto: Assessoria
A circulação de uma variação do vírus influenza A (H3N2), conhecida como subclado K e popularmente chamada de “gripe K”, entrou no radar das autoridades sanitárias. Embora o termo não seja oficial, ele vem sendo usado para se referir à fase atual de disseminação do H3N2. Especialistas reforçam que não se trata de uma nova doença, e sim de uma subdivisão genética do vírus, resultado de pequenas mutações ao longo do tempo.
Segundo infectologistas e sociedades médicas, os sintomas observados até o momento são os mesmos da gripe comum: febre, dor no corpo, mal-estar, dor de cabeça, tosse, dor de garganta e cansaço. Não há indicações de quadros mais graves ou prolongados relacionados especificamente ao subclado K, que continua respondendo aos antivirais utilizados contra a influenza, especialmente quando administrados no início dos sintomas.
O alerta da comunidade científica se intensificou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) destacarem um aumento e antecipação da circulação do H3N2 em diferentes regiões do mundo. Estudos apontam que o subclado K prolongou a temporada de gripe em países do Hemisfério Sul, como Austrália e Nova Zelândia, estendendo a circulação do vírus além do esperado, chegando a meses de primavera e início do verão.
Apesar da maior capacidade de transmissão e adaptação, dados internacionais não mostram maior índice de internações, mortalidade ou gravidade clínica associada ao subclado. Especialistas ressaltam que grupos de risco — como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas — permanecem mais suscetíveis a complicações, reforçando a importância da vacinação.
O diagnóstico precoce se mantém como peça-chave para evitar agravamentos. Testes rápidos auxiliam na identificação e no início de tratamentos antivirais, como o oseltamivir, recomendado nas primeiras 48 a 72 horas de sintomas. A vacinação também segue orientada como principal ferramenta de proteção e redução de casos graves, mesmo que a eficácia possa variar entre subclados.
Autoridades de saúde afirmam que a vigilância epidemiológica e a cobertura vacinal seguem no centro da estratégia. A influenza continua sendo uma infecção potencialmente grave para grupos vulneráveis, e o acompanhamento constante dos dados deve orientar respostas e ações preventivas nas próximas temporadas.