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Israel Júnior brilha em casa e conquista o QS 4000 de surfe em Natal

Potiguar vence etapa do Circuito Banco do Brasil na Praia de Miami com virada emocionante e se aproxima do Challenger Series 2026; surfe feminino também mostra força com talentos locais

Por Seridoense em 25 de maio de 2025

Foto: Divulgação WSL

O domingo (25) foi de fortes emoções na Praia de Miami, zona Leste de Natal/RN. A capital potiguar foi palco da decisão da etapa sul-americana do QS 4000 — divisão de acesso da World Surf League (WSL) — válida pelo Circuito Banco do Brasil de Surfe. E deu Natal no topo do pódio: o potiguar Israel Júnior venceu a competição após uma virada nos minutos finais da bateria decisiva contra Heitor Mueller.

A vitória eletrizante do atleta da casa foi celebrada com entusiasmo pela torcida local, que compareceu em peso para acompanhar o desfecho da etapa. Além do troféu, Israel Júnior somou pontos valiosos na corrida por uma vaga no Challenger Series 2026, o próximo degrau rumo à elite do surfe mundial.

Potiguares se destacam em casa

A força do surfe local ficou evidente ao longo do campeonato. Nada menos que onze potiguares avançaram até o round dos 32, incluindo nomes como Jadson André, Lucas Pires, Paulo Henrique Grilo, Emanuel Tobias, Deyvison Santos, Adauto Sena, Lysandro Leandro, Madson Costa, Mateus Sena e Rafael Barbosa.

Em 2023, a etapa já havia testemunhado uma histórica final 100% potiguar entre Mateus Sena e Adauto Sena — ambos voltaram a se destacar neste ano, mantendo o protagonismo local.

Surfe feminino potiguar mostra força

Na categoria feminina, a veterana Alessandra Ramos, da Escolinha AR de Surfe, foi mais uma vez a melhor entre as potiguares. Ela ficou à frente da jovem Maria Clara Dornellas, atual vice-campeã brasileira sub-16, que este ano conseguiu participar da competição e reforçou positivamente a presença do estado no feminino.

O surfe feminino potiguar tem tradição. Um dos principais nomes é Alcione Silva, campeã mundial pela ISA nos anos 2000, que mesmo enfrentando desafios de saúde segue como inspiração para novas gerações.

O crescimento da modalidade feminina é notável: a divisão de acesso da WSL só passou a incluir mulheres em etapas brasileiras em 2005, quando Diana Cristina venceu a primeira edição. Neste ano, ela foi superada pela jovem Ana Lu Silva e por Maria Clara Dornellas, representando a renovação local.

O Circuito Banco do Brasil de Surfe, organizado pela WSL South America, reforça esse avanço ao garantir igualdade de premiação e categoria feminina em todas as etapas.


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