
Foto: Divulgação/IDF
O governo de Israel libertou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos em troca da libertação de 20 reféns israelenses que estavam em poder do grupo Hamas desde os ataques de 7 de outubro de 2023.
A medida ocorreu após um acordo de cessar-fogo entre as partes, anunciado na última quarta-feira (8), e representa uma das maiores trocas de prisioneiros desde o início do conflito.
Segundo as autoridades israelenses, 250 dos prisioneiros libertados cumpriam penas de prisão perpétua por crimes cometidos contra Israel e sua população. Todos foram transferidos em ônibus da Cruz Vermelha com destino à Faixa de Gaza, à Cisjordânia e a outros países.
Os reféns israelenses foram entregues à Cruz Vermelha e depois conduzidos às Forças de Defesa de Israel (FDI), que os levaram a uma base militar para atendimento médico e reencontro com familiares. De acordo com o governo israelense, os libertados estavam sob o poder do Hamas havia mais de dois anos.
Dos 251 israelenses sequestrados durante os ataques de 2023, 48 ainda permaneciam em Gaza antes do novo acordo — sendo que 28 já estavam mortos, conforme informações divulgadas por Israel.
O Hamas informou que entregou todos os reféns sobreviventes, mas pediu mais tempo para localizar os corpos das vítimas mortas. A Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa para ajudar o grupo palestino na busca pelos restos mortais em meio aos escombros deixados pelos bombardeios.
O cessar-fogo permanece em vigor enquanto as negociações sobre a devolução dos corpos e novas medidas humanitárias continuam sob mediação internacional.