
Foto: Arquivo/Agência Brasil
A isenção do Imposto de Renda significa que determinados contribuintes não precisam pagar o tributo sobre seus rendimentos. Essa faixa é definida pela Receita Federal e ajustada periodicamente por leis aprovadas no Congresso Nacional.
Nesta quarta-feira (1º), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que amplia a faixa de isenção para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta segue agora para o Senado e, se aprovada, será sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como funciona a isenção atualmente?
Hoje, quem recebe até R$ 3.036 por mês (equivalente a dois salários mínimos) não paga Imposto de Renda. Esse limite abrange cerca de 15,2 milhões de contribuintes em todo o país.
O que muda com o novo projeto?
Se a proposta for aprovada, a partir de 2026:
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Contribuintes com renda de até R$ 5 mil mensais (R$ 60 mil ao ano) ficarão isentos;
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Trabalhadores que recebem entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão um desconto progressivo, reduzindo o valor pago;
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Quem ganha acima de R$ 7.350 continuará sendo tributado pela tabela atual.
Exemplos práticos
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Um trabalhador com salário de R$ 5 mil economizará R$ 312,89 por mês, somando R$ 4.067 por ano (considerando o 13º).
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Já quem recebe R$ 7 mil terá ganho menor: R$ 19,98 mensais, ou R$ 259,69 ao ano.
Quantas pessoas serão beneficiadas?
Com a ampliação da faixa, mais de 10 milhões de brasileiros passarão a ser isentos. O total de contribuintes sem cobrança chegará a 26,6 milhões — o equivalente a 65% dos declarantes.
Qual o impacto financeiro?
O governo calcula que a medida terá um custo de R$ 25,8 bilhões em 2026. Para compensar a perda de arrecadação, será criada uma taxação de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil ao ano).
👉 Em resumo: a isenção do Imposto de Renda é um mecanismo que alivia a carga tributária sobre rendas mais baixas. Se a nova regra for confirmada, milhões de brasileiros deixarão de pagar o imposto a partir de 2026.