A taxa de pobreza na Argentina apresentou uma leve queda em 2024, atingindo 38,1% da população, o equivalente a aproximadamente 11,3 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) e refletem uma melhora em relação aos índices do ano anterior, mas ainda demonstram a gravidade da crise social e econômica no país.
O relatório aponta que a redução da pobreza foi impulsionada por uma leve recuperação econômica e políticas sociais implementadas pelo governo para conter a crise inflacionária e estimular o emprego. No entanto, especialistas alertam que a alta inflação e a volatilidade da moeda continuam sendo desafios para a estabilidade financeira das famílias argentinas.
Além disso, o índice de indigência – que se refere às pessoas que não possuem renda suficiente para atender às necessidades básicas de alimentação – permanece elevado, evidenciando que milhões de argentinos ainda enfrentam dificuldades extremas para sobreviver.
Economistas destacam que, apesar da melhora nos números, a taxa de pobreza continua em um patamar alarmante, exigindo políticas públicas de longo prazo para garantir um crescimento sustentável e a inclusão social. Segundo a análise de especialistas, a retomada da confiança dos investidores e a geração de empregos formais serão fatores essenciais para consolidar uma recuperação econômica mais robusta.
O governo argentino celebrou a queda na taxa de pobreza como um sinal positivo da retomada econômica, mas reconheceu que ainda há um longo caminho a percorrer para reduzir as desigualdades e melhorar a qualidade de vida da população.
Nos próximos meses, será fundamental acompanhar a evolução dos indicadores econômicos e os efeitos das medidas governamentais para avaliar se a tendência de redução da pobreza se manterá no futuro próximo.