
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, foi preso nesta quinta-feira (18) durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Por determinação judicial, ele cumprirá prisão domiciliar.
Logo após a deflagração da operação, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, determinou a exoneração de Adroaldo Portal do cargo. O procurador federal Felipe Cavalcante e Silva, até então consultor jurídico do ministério, foi nomeado para a função de secretário-executivo.
A ação desta quinta-feira é conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União. Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares expedidas pelo STF. As diligências ocorrem em sete estados e no Distrito Federal.
Segundo a PF, esta fase tem como objetivo aprofundar as investigações sobre crimes como inserção de dados falsos em sistemas públicos, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.
Entre os alvos estão também o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que teve endereços vasculhados pela PF, além de Romeu Carvalho Antunes e Éric Fidelis, ambos detidos. Um novo mandado de prisão foi expedido contra Antônio Carlos Antunes Camilo, o “Careca do INSS”, que já estava preso desde setembro.
A operação acumula, desde sua primeira fase em abril, ao menos 18 prisões. As investigações apontam prejuízos que podem chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, decorrentes de descontos não autorizados aplicados a aposentados e pensionistas.
Em nota oficial, o Ministério da Previdência informou que tomou medidas imediatas após ter conhecimento das acusações e reafirmou que continuará colaborando com as autoridades para recuperar valores desviados.
A defesa de Adroaldo Portal ainda não se manifestou.