Política

Eleições 2026

União da oposição pode ampliar, mas não define vitória de Allyson

Prefeito de Mossoró chega a 46% das intenções de voto e mantém liderança isolada, mesmo sem alianças consolidadas ou articulação formal no Estado.

Por Seridoense em 25 de setembro de 2025

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A mais recente pesquisa Exatus mostra que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), desponta como favorito ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026. O gestor aparece com até 46% das intenções de voto, muito à frente de adversários como o senador Rogério Marinho (PL), que alcança até 27%, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), com 12%, e o secretário estadual de Fazenda Cadu Xavier (PT), que não ultrapassa 7%.

O levantamento indica que, mesmo sem articulação formal na Assembleia Legislativa, sem alianças partidárias consolidadas e sem agenda sistemática fora de Mossoró, Allyson já larga em posição de vantagem. O relatório da pesquisa sintetiza: “a ausência de alianças não impede a competitividade de Allyson, que já larga em posição de vantagem”.

A tendência, caso não haja composição entre adversários, é de uma eleição com três candidaturas de peso: Rogério Marinho representando a direita bolsonarista, Cadu Xavier como nome da situação governista e Allyson Bezerra buscando se projetar para além de Mossoró. Nesse cenário, um segundo turno torna-se provável, com grande possibilidade de êxito para o prefeito mossoroense caso consiga atrair apoios dos candidatos que não avançarem.

O estudo ainda aponta que o campo governista enfrenta sérias dificuldades. A governadora Fátima Bezerra (PT) possui apenas 23,3% de aprovação, contra 66,6% de desaprovação, o que limita a transferência de votos. Cadu Xavier não passa da casa de um dígito e o vice-governador Walter Alves (MDB), quando incluído, não ultrapassa 4%.

Enquanto isso, Rogério Marinho se mantém entre 25% e 27%, insuficiente para encostar em Allyson, que conserva vantagem de ao menos 12 pontos.

Entre lideranças oposicionistas cresce a defesa de um palanque único. O prefeito de Natal, Paulinho Freire, afirmou publicamente que a oposição não deveria se fragmentar em 2026 e que deveria buscar convergência em torno de um nome — seja Rogério, Allyson ou Álvaro. A ideia é que a união ampliaria a margem de vitória e fortaleceria o enfrentamento contra a base governista.

Ainda assim, a Exatus conclui que a união da oposição não é pré-requisito para a competitividade de Allyson, embora pudesse ampliar sua vantagem. Se o pleito mantiver múltiplas candidaturas no primeiro turno, o prefeito de Mossoró chega como favorito para avançar e aparece com grandes chances de vitória no segundo turno.

A pesquisa ouviu 2.029 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro, distribuídos proporcionalmente por todas as regiões do Estado, considerando variáveis de sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


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