Internacional

Disputa Judicial

X processa startup Bluebird para impedir registro da marca Twitter

Empresa de Elon Musk alega que a marca Twitter continua ativa e acusa a Bluebird de tentativa de apropriação indevida do nome. Startup quer usá-lo em uma plataforma rival.

Por Seridoense em 18 de dezembro de 2025

Logo do Twitter — Foto: Brett Jordan/Unsplash

A rede social X, controlada por Elon Musk, ingressou com uma ação judicial nesta terça-feira (16) para impedir que a startup Bluebird registre a marca Twitter, antigo nome da plataforma. A disputa ocorre após a Bluebird solicitar ao Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos, em 2 de dezembro, o cancelamento da marca Twitter sob o argumento de abandono do nome pela empresa de Musk.

Além de pedir o cancelamento, a startup também solicitou o registro da marca Twitter para uso em uma plataforma rival chamada “twitter.new”. A Bluebird alega ter direito à marca por entender que o rebranding promovido por Musk representou o abandono do uso anterior.

Em resposta, o X processou a startup em um tribunal federal de Delaware, afirmando que a marca Twitter permanece “viva e bem”, mesmo após a mudança de nome. A empresa argumenta que a marca continua valiosa e amplamente reconhecida, ressaltando que milhões de usuários ainda acessam a plataforma por meio do domínio twitter.com e que o público em geral continua a se referir ao serviço como Twitter.

“O Twitter é uma das marcas mais reconhecidas do mundo e pertence à X Corp”, afirma o processo. Para a empresa, a alteração visual e nominal não representa abandono dos direitos de marca registrada, e o pedido de registro pela Bluebird seria uma tentativa de “roubo” do nome.

A ação também aponta possível confusão entre consumidores caso a Bluebird avance com o uso da marca em seu projeto, e solicita indenização financeira — cujo valor não foi revelado.

Do outro lado, a Bluebird sustenta que está agindo de acordo com a legislação vigente. O fundador Michael Peroff declarou estar preparado para levar a disputa adiante, defendendo que a mudança de nome feita por Musk abriu margem para reclassificação da marca. O caso ainda envolve um detalhe curioso: a petição da startup foi assinada por Stephen Coates, ex-advogado de marcas registradas do próprio Twitter.

Enquanto o processo segue, a disputa reacende debates sobre rebranding, abandono de marcas e o valor simbólico de nomes consolidados no mercado digital.


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