Política

Operação

Prefeito interino de Cabedelo é afastado em operação que investiga fraudes e ligação com facção criminosa

Operação Crítico apura esquema de até R$ 270 milhões envolvendo contratos públicos e facção criminosa

Por Seridoense há 2 semanas

Foto: Reprodução

O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (14) durante a Operação Crítico, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União.

A medida ocorre poucos dias após Edvaldo Neto ter sido eleito, no último domingo (12), para comandar o município em eleições suplementares. Ele venceu o pleito contra Walber Virgolino, que ficou em segundo lugar.

A operação tem como objetivo investigar a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação na cidade.

Além do afastamento do prefeito, também foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. As investigações apontam que o esquema utilizava contratos públicos para favorecer empresas ligadas a integrantes da facção criminosa “Tropa do Amigão”, considerada um braço do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de infiltração de membros da organização criminosa na estrutura da prefeitura, com o objetivo de facilitar a circulação de recursos públicos em benefício do grupo e fortalecer sua atuação na região.

As apurações também indicam a existência de um consórcio entre agentes políticos, empresários e integrantes da facção, com foco na manutenção de contratos milionários e distribuição de vantagens ilícitas. O volume financeiro investigado pode chegar a cerca de R$ 270 milhões.

A operação é realizada em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba — por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) — e a Controladoria-Geral da União.

As investigações seguem em andamento e os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE