
Foto: Idema/RN
A Prefeitura de Maxaranguape, localizada no Rio Grande do Norte, iniciou a busca por apoio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) para a remoção de jacarés que têm se proliferado em uma lagoa na praia de Maracajaú. A presença crescente desses animais tem gerado preocupação entre a população local, especialmente devido à proximidade com residências e uma escola da região, que estão a menos de 500 metros da área afetada.
A lagoa, formada principalmente durante o período de chuvas, se tornou o habitat de um número considerável de jacarés, o que preocupa os moradores, principalmente em função da interação cada vez mais próxima entre as pessoas e os animais. Além disso, uma das principais questões levantadas pelas autoridades locais é a prática de alimentação dos répteis por algumas pessoas, o que contribui para o aumento da população de jacarés.
A Secretaria de Sustentabilidade Ambiental de Maxaranguape informou que, para evitar o agravamento da situação, será realizado um trabalho conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Ambiental. As equipes envolvidas na operação de remoção devem agir de maneira coordenada para retirar os jacarés da área, com prioridade para os exemplares maiores, que apresentam maior risco para a segurança pública.
Uma vistoria técnica será realizada nas próximas semanas para medir a população de jacarés e avaliar a melhor forma de relocação dos animais para seus habitats naturais, como rios da região. No entanto, a operação depende de uma autorização especial do Idema, que até o momento não foi formalizada pela Prefeitura de Maxaranguape, devido a questões burocráticas e de orçamento para a elaboração do estudo técnico exigido.
O Idema, por sua vez, se mostrou disposto a colaborar na operação e orientou a prefeitura sobre os procedimentos necessários para obter a Autorização de Captura de Material Biológico (ACMB), que regulamenta a captura e transporte de animais silvestres. Enquanto a autorização não é emitida, o Ibama sinalizou que poderá mobilizar suas equipes para auxiliar na remoção dos jacarés e evitar riscos à população local.
A situação em Maracajaú segue acompanhada de perto pelas autoridades ambientais, que reforçam a importância de não alimentar os animais e respeitar as normas de convivência com a fauna local. O trabalho de remoção deve ocorrer de forma cuidadosa e com respeito aos direitos dos animais, sempre buscando garantir a segurança de todos.