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Royalties do petróleo e gás crescem 26% no RN no 1º trimestre de 2025 e beneficiam 98 municípios

Repasses somaram R$ 173,9 milhões, com destaque para Grossos e Alto do Rodrigues; aumento ocorreu mesmo com queda na produção

Por Seridoense em 7 de maio de 2025

Foto: Reprodução/ SINDIPETRO-RN

Mesmo com uma leve queda na produção de petróleo e gás natural, o Rio Grande do Norte registrou um crescimento significativo nos repasses de royalties no primeiro trimestre de 2025. De acordo com o Boletim de Petróleo e Gás divulgado na última segunda-feira (5) pela Secretaria de Desenvolvimento, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, o valor total repassado chegou a R$ 173,9 milhões — alta de 26,23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Do total, R$ 106,7 milhões foram destinados aos municípios e R$ 67,2 milhões ao Governo do Estado. Em comparação com o primeiro trimestre de 2024, o montante repassado aos municípios cresceu 33%, enquanto o repasse ao estado aumentou 17%. Os dados também apontam que 98 municípios potiguares foram beneficiados pelos royalties.

O crescimento nos repasses foi impulsionado por três fatores principais: a manutenção dos preços internacionais do petróleo em patamares elevados, a desvalorização do real frente ao dólar — que aumenta o valor convertido dos royalties — e o fato de que parte dos repasses ainda reflete a produção de dezembro de 2024, que foi superior à de 2025.

O município de Grossos liderou como o maior beneficiado com os repasses, seguido por Alto do Rodrigues, que subiu uma posição em relação ao ano anterior. Este último recebeu R$ 15.757.257,34, um aumento de mais de R$ 9 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2024.

A participação dos municípios no total de repasses também aumentou: passou de 58% em 2024 para 61% em 2025, reflexo de ajustes nos critérios de rateio definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da melhor performance em alguns campos terrestres.

Em relação à produção, o estado produziu 2,67 milhões de barris de petróleo em terra, uma leve queda de 1,04% (ou 28.155 barris) frente ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, a produção de gás natural teve alta de 0,31%, alcançando 95,32 milhões de metros cúbicos.

Já a produção marítima recuou de forma mais expressiva. A extração de petróleo caiu cerca de 36,59%, enquanto a de gás natural caiu 2,86% — o equivalente a uma redução de 365 mil metros cúbicos.

O Boletim destaca ainda que o cenário potiguar segue desafiador, mas positivo do ponto de vista fiscal, com os royalties contribuindo diretamente para o equilíbrio das contas públicas e o financiamento de políticas públicas nos municípios beneficiados.


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