
Foto: Alexander Vasenin/ Reprodução/ Wikipédia
Um jovem de 25 anos morreu no último domingo (18) após ser ferroado por um peixe-leão, enquanto pescava com o pai na praia de Pernambuquinho, no município de Grossos, litoral Oeste do Rio Grande do Norte. A vítima foi identificada como Thiago Rodrigues da Silva, morador da comunidade de Manibu, no município cearense de Icapuí.
De acordo com testemunhas, Thiago participava de uma pesca subaquática quando foi atingido por dois espinhos do peixe-leão ao puxar uma rede. Mesmo ferido, permaneceu no mar, mas acabou se afogando pouco tempo depois. O corpo foi retirado da água pelo próprio pai, que o acompanhava na atividade.
O Instituto Técnico-Científico de Perícia do RN (ITEP) confirmou que a causa da morte foi afogamento. No entanto, exames complementares vão verificar se o veneno do peixe teve influência no óbito.
Ameaça silenciosa no mar

Foto: Reprodução/Sea Paradise
O peixe-leão (Pterois volitans), originário do Oceano Indo-Pacífico, é uma espécie invasora considerada extremamente perigosa. Seus espinhos contêm veneno capaz de provocar dores intensas, paralisia, vômitos e até desmaios. Embora raramente seja fatal, em ambientes marinhos a ferroada pode levar a acidentes graves — como afogamento, no caso de perda de consciência.
A espécie foi registrada pela primeira vez no Brasil em 2020 e tem se espalhado rapidamente pelo litoral, especialmente nas águas quentes do Nordeste. Com poucos predadores naturais, o peixe-leão representa não apenas uma ameaça à saúde humana, mas também à biodiversidade marinha.
Autoridades ambientais e instituições de pesquisa vêm reforçando o monitoramento e a necessidade de conscientização sobre os perigos desse peixe. É fundamental que pescadores, mergulhadores e banhistas estejam atentos à presença do animal e saibam como proceder em caso de acidente.