
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
O Rio Grande do Norte registrou 37.625 pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o equivalente a 1,1% da população estadual, segundo dados divulgados recentemente. A taxa potiguar está ligeiramente abaixo da média nacional (1,2%), mas acompanha o índice do Nordeste.
A condição foi mais prevalente entre os homens (1,5%) do que entre as mulheres (0,8%), repetindo o padrão observado em todo o Brasil. Quando analisados os municípios, Natal se destacou com a maior prevalência (1,4%), seguida por Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante (todas com 1,3%). Os maiores percentuais entre o público masculino foram encontrados em Mossoró (1,9%) e Natal (1,8%).
A faixa etária com maior proporção de diagnósticos foi a das crianças, especialmente meninos de 5 a 9 anos, que apresentaram índice de 4,2%, e de 0 a 4 anos, com 3%. Entre as meninas, os percentuais também se concentraram nas idades iniciais, mas em números mais baixos: 1,3% para 0 a 4 anos e 1,2% para 5 a 9 anos. A tendência geral é de redução da prevalência com o avanço da idade, ficando abaixo de 1% a partir dos 20 anos para ambos os sexos.
A análise por cor ou raça mostrou que a maior parte da população com diagnóstico se declarou parda (17.963 pessoas, ou 1,1%). Em seguida, vieram os brancos (16.622), que registraram a maior taxa proporcional (1,3%). Apesar do número absoluto pequeno (173), a população indígena apresentou a maior prevalência proporcional (1,8%). Pretos somaram 2.838 casos (0,9%) e amarelos, apenas 28 (0,5%).
A escolarização das pessoas com autismo também foi mapeada. As maiores taxas foram observadas entre crianças e adolescentes. Entre 6 e 14 anos, 92,02% dos meninos e 91,62% das meninas estavam escolarizados. Na faixa de 15 a 17 anos, os índices caíram para 73,79% e 75,12%, respectivamente. Já entre jovens de 18 a 24 anos, a queda foi ainda mais acentuada (34,32% para homens e 27,59% para mulheres). A situação se agrava entre adultos com 25 anos ou mais, com taxas de apenas 6,73% e 8,3%.
Os dados revelam desafios importantes na identificação precoce, inclusão escolar e apoio contínuo às pessoas com autismo no estado, especialmente na vida adulta.