
Foto: Divulgação Semarh
As obras físicas da Adutora do Agreste Potiguar terão início em agosto deste ano. O anúncio foi feito pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ao final de dois dias de reuniões com técnicos do Governo do Rio Grande do Norte. O empreendimento, orçado em R$ 468 milhões, teve a ordem de serviço assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 19 de março, mesmo dia em que foi inaugurada a Barragem Oiticica — o segundo maior reservatório do estado.
A adutora terá 177 quilômetros de extensão e atenderá mais de 170 mil pessoas em 35 municípios do Agreste Potiguar, incluindo Canguaretama, Nova Cruz e Santa Cruz. A captação da água será realizada no Rio Guaju, na divisa entre o RN e a Paraíba.
Durante a reunião, também foi abordado o andamento da Adutora Seridó Norte, obra de R$ 300 milhões que já está em execução com um trecho de 113 km. A previsão da Codevasf é que essa adutora seja concluída até dezembro deste ano. A captação ocorrerá na barragem Armando Ribeiro Gonçalves e a água tratada será distribuída para os municípios de Florânia, Cruzeta, São Vicente e Currais Novos. Há possibilidade de ampliação do atendimento para Acari, com interligação ao sistema adutor já existente.
A governadora Fátima Bezerra ressaltou a importância das duas iniciativas para o enfrentamento histórico da escassez hídrica no estado. “O Agreste é uma região que há mais de 50 anos sofre com a escassez de água. Essa obra, importantíssima para o Agreste, nós conseguimos com muito esforço e determinação incluir no Programa de Aceleração do Crescimento. E, graças à sensibilidade do presidente Lula, já é realidade”, destacou.
A região do Seridó, onde está localizada a segunda adutora, é considerada a de maior vulnerabilidade hídrica do RN e a de maior densidade populacional entre as regiões semiáridas do Brasil. São 223 mil habitantes distribuídos em 17 municípios. Os principais reservatórios públicos da região, construídos ainda no século passado, têm capacidade total de 280 milhões de metros cúbicos, mas atualmente acumulam apenas 61,8 milhões.
“O RN concentra hoje as duas maiores obras da Codevasf em todo o país, somando R$ 768 milhões. Diante da importância que elas têm para o nosso Estado, convidamos a diretoria da Codevasf para uma reunião na Semarh, onde discutimos detalhes técnicos, gargalos e compromissos para garantir o avanço das obras”, afirmou o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Paulo Varella.
A visita técnica realizada na última quinta-feira contou com a presença de representantes da Codevasf, da CAERN, do IGARN e das empresas responsáveis pela execução das adutoras. A Codevasf foi representada pelo diretor de Infraestrutura, Henrique Bernardes, que reafirmou o compromisso de iniciar as obras do Agreste até agosto.