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CBTU alerta para risco de paralisação total dos trens urbanos em Natal e outras capitais nordestinas

Companhia estima colapso a partir de julho e paralisação completa em agosto de 2025 se não houver recomposição orçamentária

Por Seridoense em 15 de junho de 2025

Foto: Wikipédia/ Rhalah

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) emitiu um alerta urgente sobre o risco iminente de paralisação total dos serviços ferroviários operados em quatro capitais nordestinas: Natal (RN), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Maceió (AL). O comunicado foi enviado ao Ministério das Cidades no último dia 28 de abril e ganhou destaque após ser revelado pelo Jornal do Commercio.

De acordo com o documento, os primeiros sinais de colapso podem surgir já em julho deste ano, e a paralisação completa das operações está prevista para ocorrer em agosto de 2025, caso não haja uma recomposição orçamentária urgente.

O ofício, assinado pelo diretor-presidente da CBTU, José Marques, expõe a grave crise financeira enfrentada pela companhia. Em 2024, a CBTU operou com um orçamento de R$ 216 milhões para custeio. Para 2025, o valor foi reduzido para R$ 165 milhões — quantia considerada insuficiente até mesmo para manter o funcionamento básico das linhas. Segundo a empresa, seriam necessários, no mínimo, R$ 260 milhões para garantir a continuidade das operações, o que cria um déficit orçamentário de R$ 95 milhões.

A CBTU alerta que a paralisação traria impactos sérios, incluindo aumento da insegurança nas estações, risco de depredação do patrimônio, dificuldades técnicas para uma eventual retomada no futuro e a manutenção de despesas fixas, como vigilância e monitoramento, mesmo com os trens fora de operação.

No documento, a companhia faz um apelo ao Ministério das Cidades, ressaltando a importância das operações ferroviárias para o deslocamento diário de milhares de pessoas. Em Natal, a suspensão dos trens urbanos afetaria de forma direta a mobilidade na região metropolitana, prejudicando trabalhadores e estudantes que dependem do sistema.

Até o momento, o Ministério das Cidades não se pronunciou sobre eventuais medidas para evitar a interrupção dos serviços. Enquanto isso, a CBTU segue operando com recursos cada vez mais limitados e alerta para a gravidade da situação, classificada como “insustentável” pela própria instituição.


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