Esporte

Justiça

Justiça suspende investigações contra presidente da CBF, Samir Xaud

Decisão concede habeas corpus e paralisa apuração da Operação Caixa Preta até julgamento final; corte afirma não haver indícios concretos contra o dirigente.

Por Seridoense em 1 de agosto de 2025

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) suspendeu, nesta quinta-feira (31), as investigações envolvendo o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, ao conceder habeas corpus em favor do dirigente. A decisão paralisa a apuração até o julgamento final do processo.

Xaud havia sido um dos alvos da Operação Caixa Preta, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (30) para investigar supostos crimes eleitorais. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Roraima e no Rio de Janeiro, incluindo a sede da CBF.

O desembargador Jésus Nascimento, relator do habeas corpus, afirmou que não há elementos concretos que vinculem o dirigente à prática de ilícitos eleitorais. Segundo ele, a análise preliminar do material apresentado não indicou provas suficientes de autoria e materialidade que justificassem a manutenção da investigação contra Xaud.

A defesa, liderada pelo advogado Rafael de Alencar Carneiro, argumentou que o presidente da CBF sofreu “grave constrangimento ilegal” com a busca e apreensão na sede da entidade.

As suspeitas apontavam ligação de Xaud com a deputada estadual Helena Lima (MDB) e seu marido Renildo Lima, investigados como líderes de um possível esquema de compra de votos em Roraima. Filiado ao MDB, Xaud disputou uma vaga de deputado federal em 2022 com apoio do ex-senador Romero Jucá, obtendo 4.816 votos e ficando como suplente. Ele também havia concorrido, sem sucesso, ao cargo de deputado estadual em 2018 pelo PV.

As acusações da PF se baseavam em um áudio atribuído a Renildo, no qual Xaud é citado como integrante do núcleo político do grupo. Na gravação, Renildo diz que, por conta da votação expressiva de Xaud, ele poderia garantir apoio político relevante.

Em nota divulgada pela CBF, Xaud afirmou que manteve a tranquilidade apesar da “grave exposição negativa” e classificou a investigação como injusta. “Seguirei trabalhando com foco, fé e honestidade em prol do futebol brasileiro”, declarou.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE