
Foto: Arquivo/Agência Brasil
O Brasil registrou no trimestre encerrado em junho a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012: 5,8%, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (4) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou abaixo da mediana das projeções, que apontavam 6%, e reforça a trajetória de queda do desemprego. No mesmo período de 2024, o índice era de 6,9%.
Segundo o IBGE, o País abriu 1,8 milhão de vagas em apenas três meses, totalizando 102,3 milhões de pessoas ocupadas — 2,4 milhões a mais que há um ano. “O crescimento sustentável da população ocupada, tanto via trabalhadores formais quanto informais, tem se mostrado capaz de se superar a cada trimestre”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa.
Avanço do emprego formal e público
No setor privado, foram criadas 357 mil vagas com carteira assinada em relação ao trimestre anterior e 1,4 milhão na comparação anual, elevando o contingente de celetistas para 39 milhões.
O emprego público também bateu recorde, com 12,8 milhões de servidores — alta de 5% no trimestre e de 3,4% em 12 meses. Segundo Beringuy, os serviços de administração pública foram impulsionados pela sazonalidade da educação, com a entrada de concursados.
O número de trabalhadores sem carteira assinada também cresceu, chegando a 13,5 milhões.
Renda em alta
O aquecimento do mercado de trabalho impulsionou o rendimento. A renda média real subiu 3,3% em 12 meses e atingiu R$ 3.477. Já a massa salarial alcançou R$ 351,2 bilhões, alta de 5,9% em relação a 2024.
Só no trimestre, a massa de rendimentos cresceu R$ 9,9 bilhões. A indústria, setor que paga salários mais elevados, teve papel importante no aumento da renda média e na expansão da massa salarial.