
Foto: Raiane Miranda/Governo do RN
O governo do Rio Grande do Norte anunciou nesta semana que o edital de licitação para a duplicação da BR-304 será publicado no dia 10 de outubro. O anúncio foi feito durante reunião da governadora Fátima Bezerra (PT) com a direção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Brasília.
A primeira fase da obra terá investimento estimado em quase R$ 1 bilhão, contemplando aproximadamente 100 quilômetros de duplicação.
Trechos e cronograma
O projeto será dividido em lotes:
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Lote 1B: abrangendo os municípios de Mossoró e Assu.
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Lote 2D: ligando o entroncamento da BR-226, na Reta Tabajara, em Macaíba, até o município de Riachuelo.
Segundo o diretor-geral do Dnit, Fabrício Galvão, as obras devem começar ainda este ano, com prazo de conclusão estimado entre um ano e meio e dois anos. Ele ressaltou que o cronograma levará em conta períodos chuvosos e as dificuldades inerentes à construção em pavimento rígido.
Além disso, foi anunciado que o edital para a conclusão da Reta Tabajara, em Macaíba, está previsto para publicação até 15 de outubro.
Federalização de rodovias
Durante a reunião, também foi discutido o processo de federalização de trechos das rodovias estaduais RN-118, RN-263, RN-104, RN-042 e RN-023, que farão parte da futura BR-104. Essa nova rodovia federal ligará Macau (RN) a Maceió (AL), passando pela Paraíba e Pernambuco. No trecho potiguar, mais de 130 quilômetros serão federalizados.
O secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho, informou que o inventário do projeto e a manifestação ambiental já foram concluídos, faltando apenas uma nota técnica do Dnit para iniciar o processo.
Projeto BR-110
Ainda durante a audiência, o governo do RN solicitou ao Dnit a elaboração do projeto executivo para pavimentação e implantação de um novo trecho da BR-110. A nova rodovia sairia de São Bento (PB), entraria no Rio Grande do Norte e chegaria até a BR-427, em Serra Negra do Norte.
Segundo Gustavo Coelho, a obra visa melhorar o escoamento da produção regional e fortalecer a integração entre os estados.
“O projeto trará mais desenvolvimento econômico e logística mais eficiente para a região”, destacou o secretário.