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Potiguar Maria Clara Augusto conquista ouro inédito no Mundial de Atletismo em Nova Déli

Atleta vence prova dos 400 metros T47 e garante segunda medalha na competição; Thalita Simplício também conquista ouro para o Brasil.

Por Seridoense em 2 de outubro de 2025

Foto: Alessandra Cabral/CPB

A potiguar Maria Clara Augusto fez história no Mundial de Atletismo Paralímpico, realizado em Nova Déli, na Índia. Pela primeira vez, a atleta conquistou a medalha de ouro na prova dos 400 metros T47 — categoria para atletas com deficiência dos membros superiores — completando a prova em 56s17, seu melhor tempo na modalidade.

Com o resultado, Maria Clara superou Anastasiia Soloveva, de país neutro (57s63), e a alemã Jule Ross (57s78). Essa vitória inédita foi a segunda medalha da atleta nesta edição do Mundial, já que ela havia garantido a prata nos 100 metros no início da semana. Além disso, Clara soma um bronze no Mundial de Paris 2023.

Trajetória inspiradora

Natural de São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, Maria Clara nasceu com má-formação congênita no braço esquerdo, abaixo do cotovelo. Ela iniciou sua carreira no atletismo aos 11 anos, em um projeto local, e no ano seguinte foi convidada a participar da seletiva das Paralimpíadas Escolares, onde conheceu o esporte paralímpico.

Entre suas conquistas estão:

  • Prata nos 400 metros nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023;

  • Ouro nos 100 metros no Open Internacional de Atletismo 2023;

  • Ouro no salto em distância e no revezamento, além de prata nos 200 metros, no Mundial de Jovens de Atletismo em Nottwill, 2019.

Foto: Alessandra Cabral/CPB

Mais um ouro para o Brasil

A competição em Nova Déli também foi marcada por outra vitória brasileira: Thalita Simplício, potiguar, conquistou o ouro nos 400 metros T11. Com essa conquista, Thalita entrou para um seleto grupo de atletas brasileiros com quatro títulos mundiais consecutivos, vencendo em Dubai 2019, Paris 2023, Kobe 2024 e agora Nova Déli 2025.

As conquistas de Maria Clara Augusto e Thalita Simplício representam não apenas medalhas, mas também um marco para o atletismo paralímpico brasileiro, mostrando dedicação, superação e inspiração para milhares de jovens atletas.


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