
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) que o Brasil registrou 59 casos de intoxicação por metanol, sendo 11 confirmados e 48 em investigação. Os casos ocorreram principalmente em São Paulo (53), seguidos por Pernambuco (5) e Brasília (1), este último ainda não incluído oficialmente no balanço.
Até o momento, há uma morte confirmada em São Paulo e outras sete em apuração: duas em Pernambuco, três em São Paulo e duas em São Bernardo do Campo.
O metanol é um álcool altamente tóxico, impróprio para consumo humano, capaz de provocar cegueira irreversível e morte. Os sintomas iniciais incluem náuseas, dor abdominal e cefaleia, evoluindo para visão turva, convulsões e coma.
Entre os casos sob investigação está o do cantor de rap Gustavo da Hungria Neves, conhecido como Hungria Hip Hop, internado nesta quinta-feira no Hospital DF Star, em Brasília. Ele apresentou cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica. O quadro segue em análise para confirmação de intoxicação por metanol.
Em coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o etanol farmacêutico é usado como antídoto no tratamento, desde que prescrito por profissionais de saúde. Ele destacou que o governo mantém estoques do produto em hospitais universitários e amplia sua distribuição para unidades que necessitem.
Padilha anunciou ainda a compra emergencial de 5 mil tratamentos adicionais e informou que 604 farmácias de manipulação no país já estão aptas a produzir o etanol farmacêutico.
“Estamos reforçando a vigilância sanitária em todo o país e trabalhando para prevenir novos casos, além de garantir o tratamento adequado para quem for afetado”, afirmou o ministro.
O Ministério da Saúde orienta que qualquer suspeita de intoxicação por metanol deve levar a vítima a buscar atendimento médico imediato.