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SUS incorpora cirurgia robótica para tratamento de câncer de próstata

Decisão abre caminho para prostatectomia radical assistida por robô, oferecendo mais precisão e segurança aos pacientes.

Por Seridoense em 3 de outubro de 2025

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes com câncer de próstata clinicamente avançado. A decisão foi publicada por meio de portaria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico Industrial da Saúde (Sectics).

A prostatectomia radical consiste na remoção total da próstata e das vesículas seminais, com objetivo curativo, principalmente em estágios iniciais do câncer. O procedimento também pode incluir a retirada de linfonodos pélvicos, visando eliminar completamente o tumor e reduzir riscos de recorrência.

Segundo a portaria, as áreas técnicas do SUS terão até 180 dias para efetivar a oferta do procedimento, seguindo recomendações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Em parecer final, a Conitec aprovou a utilização da técnica para casos de câncer de próstata clinicamente localizado ou localmente avançado.

Avanços e benefícios

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Rodrigo Nascimento Pinheiro, destacou que a decisão representa um avanço significativo: “Há um esforço para promover equidade no tratamento e garantir que mais pacientes tenham acesso a cuidados de alta qualidade.”

Segundo Pinheiro, os próximos passos incluem definir protocolos, estabelecer centros de referência e oferecer treinamento especializado para equipes médicas. Ele acrescentou que a cirurgia robótica apresenta vantagens importantes, como maior precisão, menos complicações e redução da curva de aprendizado para novos profissionais.

A técnica robótica permite operar em ambientes controlados e supervisionados, contribuindo para a formação médica e melhorando os resultados clínicos. O SUS passa assim a oferecer um recurso tecnológico moderno, alinhado a padrões internacionais de tratamento oncológico.


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