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Terrorismo

Campanha virtual arrecada mais de US$ 1,2 milhão para homem que desarmou suspeito em ataque na Austrália

Ahmed al Ahmed foi homenageado após agir com coragem durante atentado terrorista em praia de Sydney que deixou 16 mortos

Por Seridoense em 15 de dezembro de 2025

Foto: Reprodução

Uma campanha de arrecadação virtual criada na plataforma GoFundMe já ultrapassou a marca de US$ 1,2 milhão — cerca de R$ 6,5 milhões — em homenagem a Ahmed al Ahmed, o homem que desarmou um dos suspeitos do ataque ocorrido em uma praia de Sydney, na Austrália. A iniciativa foi lançada menos de um dia após o atentado, que deixou ao menos 16 mortos e mais de 40 feridos.

De acordo com os organizadores da campanha, a arrecadação tem como objetivo demonstrar “gratidão e apoio a alguém que demonstrou uma coragem incrível quando mais importava”. O maior valor individual foi doado pelo bilionário norte-americano William Ackman, que contribuiu com US$ 100 mil.

A atitude de Ahmed al Ahmed também repercutiu entre autoridades internacionais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ele é uma “pessoa muito, muito corajosa”. Já o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, visitou al Ahmed após o ataque, divulgou imagens nas redes sociais e informou que ele está bem, apesar de ter ficado ferido. Minns o classificou como um “herói da vida real”.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades australianas à emissora ABC News, os dois suspeitos do ataque transportavam bandeiras do Estado Islâmico dentro do carro. A polícia informou que os envolvidos eram pai e filho. O mais jovem já havia sido investigado anteriormente por terrorismo, sob suspeita de ligação com uma célula do Isis na Austrália.

Ainda conforme as autoridades, um possível atentado chegou a ser identificado em 2019, mas acabou frustrado. O suspeito mais novo foi monitorado por cerca de seis meses e, posteriormente, liberado após avaliação de que não representava uma “ameaça contínua”.

O ataque aconteceu no domingo (14), durante uma celebração judaica do festival de Hanukkah, na praia de Bondi Beach, em Sydney, e foi classificado pela polícia de Nova Gales do Sul como um incidente terrorista. Inicialmente, o número de mortos era de 15 pessoas, mas subiu para 16 após a morte de um dos atiradores no local. O outro suspeito segue internado em estado crítico.

A polícia informou ainda que o suspeito mais velho possuía licença para porte de armas desde 2015 e tinha seis armas registradas em seu nome. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas. Segundo autoridades de segurança, um deles já era conhecido, mas não era considerado uma ameaça imediata.

“Estamos investigando a fundo o histórico de ambas as pessoas. Nesta fase, sabemos muito pouco sobre elas”, declarou o comissário da Polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon.

Entre os mais de 40 feridos levados a hospitais de Sydney estão dois policiais, em estado grave, porém estável. As vítimas têm idades entre 10 e 87 anos. A polícia também apura a possível participação de um terceiro envolvido no ataque.

Entre os mortos estão um rabino nascido no Reino Unido e um cidadão israelense. O jornal Jerusalem Post informou que um de seus colaboradores ficou ferido. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Após o atentado, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou que o governo pretende endurecer as leis de controle de armas. Segundo ele, o gabinete concordou em fortalecer a legislação e criar um registro nacional de armas, incluindo regras mais rígidas sobre o número permitido por licença e o prazo de validade.

“As circunstâncias das pessoas podem mudar. As pessoas podem ser radicalizadas ao longo do tempo. As licenças não devem ser perpétuas”, afirmou Albanese nesta segunda-feira (15).

O primeiro-ministro também classificou as imagens do ataque como “angustiantes e chocantes” e informou que equipes de emergência seguem no local. A polícia de Nova Gales do Sul mantém a operação em andamento e orienta a população a evitar a região de Bondi Beach.


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