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Greve de petroleiros da Petrobras chega ao terceiro dia com alta adesão em plataformas e refinarias

Mobilização atinge unidades em diferentes estados, incluindo 28 plataformas na Bacia de Campos; categoria reivindica plano de cargos, solução para déficit da Petros e defesa da estatal como pública.

Por Seridoense em 17 de dezembro de 2025

Foto: Divulgação/Petrobras

A greve nacional dos petroleiros da Petrobras completou seu terceiro dia nesta quarta-feira (17) com ampla adesão nas principais unidades da estatal. De acordo com informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), o movimento conta com 100% de paralisação nas 28 plataformas da Bacia de Campos, na costa do Rio de Janeiro, um dos principais polos de produção de petróleo do país.

Além dos funcionários próprios da Petrobras, há forte participação de trabalhadores terceirizados, ampliando o alcance da mobilização. A FUP também confirmou a adesão de profissionais da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, elevando para nove o número de refinarias com trabalhadores paralisados.

O monitoramento da entidade aponta adesão em diferentes frentes operacionais do sistema Petrobras, incluindo:

  • 9 refinarias

  • 28 plataformas

  • 13 unidades da Transpetro

  • 4 termelétricas

  • 2 usinas de biodiesel

  • Campos de produção terrestre na Bahia

  • Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB)

  • Estação de Compressão de Paulínia (TBG)

  • Sede administrativa em Natal

A paralisação teve início na segunda-feira (15) e inclui reivindicações relacionadas à revisão do plano de cargos e salários, ao equacionamento dos déficits da Petros — fundo de pensão dos petroleiros — e à defesa da pauta denominada “Brasil Soberano”, que propõe a manutenção da Petrobras como estatal e com foco estratégico nacional.

Contingência e abastecimento

Em nota enviada à imprensa, a Petrobras afirmou que equipes de contingência foram ativadas para assegurar o funcionamento das unidades, mantendo a produção e o abastecimento ao mercado nacional. A companhia declarou que, até o momento, não há impactos operacionais registrados.

A estatal ressaltou ainda que respeita o direito à manifestação e mantém diálogo aberto com as entidades sindicais que representam a categoria.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lembra que a Petrobras responde, sozinha ou em consórcio, por cerca de 90% da produção de petróleo e gás do país, tornando o movimento especialmente relevante para o setor energético brasileiro.


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