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O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, está praticamente decidido a não assumir o comando do Executivo estadual caso a governadora Fátima Bezerra deixe o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Segundo interlocutores próximos, a decisão já foi amadurecida tanto no âmbito familiar quanto em seu núcleo político.
O movimento do vice-governador projeta um novo foco: a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, onde pretende concorrer a deputado estadual. Nos bastidores, a mudança de rota não surpreende lideranças políticas, que encaram a estratégia como um reposicionamento calculado para fortalecer sua atuação e ampliar o protagonismo do MDB no Legislativo potiguar.
Apesar da definição pessoal, a movimentação requer cautela em um contexto de alianças. O Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual pertence a governadora Fátima Bezerra, acompanha de perto cada passo do vice-governador para evitar ruídos internos e interpretações de distanciamento do bloco governista.
Dentro do PT, lideranças avaliam que uma ruptura com o MDB — partido que atualmente administra mais de 40 prefeituras no estado — representaria um risco significativo para o projeto político do grupo nas eleições de 2026. Por isso, o diálogo tem sido prioridade, com o objetivo de preservar a aliança e manter uma frente partidária ampla.
O MDB, por sua vez, segue sendo uma das principais forças políticas do Rio Grande do Norte, fator que reforça ainda mais o peso dessa articulação. Mesmo com Walter Alves fora do caminho da sucessão estadual, o partido permanece estratégico para a base aliada do governo.
Com o tabuleiro político já em movimento e antecipando rearranjos, a decisão do vice-governador adiciona um novo elemento às negociações eleitorais e evidencia que os bastidores de 2026 começaram a ser desenhados no estado.