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Investigação

Sóstenes Cavalcante nega desvios e diz que R$ 400 mil encontrados em casa são fruto da venda de imóvel

Líder do PL afirma que recursos têm origem lícita e critica operação da PF, enquanto investigação apura suposto esquema em contratos de aluguel de veículos do gabinete.

Por Seridoense em 19 de dezembro de 2025

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, negou nesta sexta-feira (19) qualquer envolvimento em irregularidades investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Galho Fraco. A ação apura supostos desvios envolvendo contratos de aluguel de veículos custeados pela cota parlamentar.

Em entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, o parlamentar afirmou que os R$ 400 mil em espécie encontrados em sua residência, acondicionados em um saco plástico dentro de um armário, teriam sido obtidos por meio da venda de um imóvel. Ele garantiu que a origem dos recursos é lícita e que a comprovação será apresentada por sua defesa.

Sóstenes, porém, não soube precisar quando ocorreu a transação imobiliária nem há quanto tempo mantinha o dinheiro vivo em casa. Segundo o deputado, a “correria do trabalho” teria impedido o depósito imediato. O parlamentar também optou por não divulgar o endereço do imóvel negociado, citando questões de privacidade.

Sobre os contratos de aluguel de veículos, alvo principal da investigação, o deputado ressaltou que utiliza os carros e negou qualquer tentativa de lavagem de dinheiro. Ele declarou desconhecer detalhes da empresa contratada, mas afirmou orientar sua equipe a buscar preços baixos e evitar sobrepreço.

O líder do PL classificou as investigações como uma tentativa de perseguição política contra parlamentares de oposição e conservadores. Sóstenes afirmou que a operação seria uma “cortina de fumaça” com objetivos eleitorais, citando o cenário político de 2026.

A Operação Galho Fraco cumpriu ao menos sete mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, relator do caso. De acordo com a Polícia Federal, o inquérito aponta movimentações suspeitas que somam R$ 28,6 milhões envolvendo pessoas próximas ao parlamentar, como assessores e familiares.

A investigação apura o possível uso de contratos de aluguel de veículos para desvio de verba da cota parlamentar, recurso público destinado a despesas dos gabinetes. O sigilo do processo foi retirado pelo STF.

O caso deve seguir sob análise da Corte e dos investigadores nos próximos meses, enquanto o deputado mantém a posição de que não há ilícitos e se diz confiante em comprovar a legalidade dos valores apreendidos.


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