
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A cidade de São Paulo já vacinou ao menos 11.051 gestantes a partir da 28ª semana de gestação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) desde o início da campanha, em 6 de dezembro. O VSR é responsável por grande parte dos quadros de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas, sendo um dos principais agentes de internação em bebês com menos de 2 anos.
A vacina, aplicada de forma gratuita na rede municipal, oferece proteção imediata aos recém-nascidos, diminuindo de maneira significativa o risco de hospitalizações. A imunização é indicada em dose única a cada gestação, sem restrição de idade para a mãe.
O município recebeu cerca de 34 mil doses do Ministério da Saúde, distribuídas para AMAs e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas, com atendimento das 7h às 19h. Para se vacinar, a gestante deve apresentar documento de identificação e comprovante de 28 semanas de gestação. A disponibilidade dos imunizantes pode ser consultada pelo site Olho na Fila, enquanto a localização das unidades é indicada na plataforma Busca Saúde.
De acordo com a coordenadora de Vigilância em Saúde, Mariana Araújo, a vacinação tem papel estratégico para os primeiros meses de vida dos bebês. Ela enfatizou que o período inicial é o mais vulnerável para quadros graves, reforçando a importância da proteção ainda durante a gestação.
A orientação do Ministério da Saúde é de que as equipes atualizem o cartão vacinal das gestantes, podendo administrar simultaneamente imunizantes contra influenza e covid-19.
A eficácia da estratégia é respaldada por evidências, como o Estudo Matisse, que apontou proteção de 81,8% contra doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida. Em 2025, até 15 de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao vírus. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de 2 anos.
Como a bronquiolite tem origem viral, o tratamento é baseado em suporte clínico — incluindo hidratação, suplementação de oxigênio e, em alguns casos, broncodilatadores para aliviar sintomas respiratórios. A prevenção, no entanto, permanece como a principal ferramenta para reduzir internações e complicações.