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Alckmin diz esperar assinatura rápida do acordo Mercosul–União Europeia e projeta expansão de parcerias comerciais

Vice-presidente afirma que expectativa é de conclusão breve do tratado; governo também mira avanços com México, Índia e acordos mais amplos com Canadá e Emirados Árabes.

Por Seridoense em 20 de dezembro de 2025

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou nesta sexta-feira (19) a expectativa do governo brasileiro de que o acordo entre Mercosul e União Europeia seja assinado em um curto prazo. Em entrevista de balanço das atividades do ministério em 2025, ele classificou o tratado como estratégico tanto para o bloco sul-americano quanto para o comércio internacional.

“O acordo Mercosul–União Europeia é importante para o Mercosul e para o mundo, para o avanço do multilateralismo. Esperamos que o mais rápido possível seja assinado”, afirmou o vice-presidente, reconhecendo que ainda há resistência política em países como França e Itália.

Apesar dos entraves, Alckmin se mostrou otimista quanto ao desfecho do processo e ressaltou que o governo brasileiro segue trabalhando para destravar pendências e manter o diálogo com parceiros europeus.

Além do acordo com a União Europeia, o ministro destacou outras frentes de negociação. Segundo ele, as tratativas com o México devem avançar até julho, com foco na ampliação de linhas tarifárias de preferência. A Índia também integra a agenda prioritária, enquanto Canadá e Emirados Árabes entram no radar para conversas mais amplas, com possibilidade de acordos de livre comércio.

Essa estratégia, segundo Alckmin, busca fortalecer o comércio exterior brasileiro em meio ao cenário global marcado por medidas protecionistas — incluindo o recente tarifaço dos Estados Unidos. Ainda assim, o vice-presidente afirmou que, graças à diversidade da pauta exportadora, o Brasil deve encerrar o ano com recorde nas vendas externas.

Entre os anúncios, Alckmin apresentou ações para dinamizar o ambiente de negócios e incentivar o investimento estrangeiro. Ele destacou a criação da Janela Única de Investimento — prevista para 2026 — que, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), deverá centralizar processos e reduzir custos. Também ressaltou a plataforma Camex 360, já operacional e dedicada à transparência em tarifas e medidas de comércio exterior.

Na indústria automotiva, o vice-presidente detalhou o novo programa de renovação da frota de caminhões, que contará com R$ 10 bilhões em crédito — somando recursos da Medida Provisória 1.328 e aporte do BNDES. O objetivo é estimular a modernização, reduzir impactos ambientais e impulsionar a produção nacional.

Para o setor de veículos de passeio, Alckmin chamou atenção para o aumento nas vendas de carros considerados sustentáveis de entrada, resultado de incentivos que, segundo o governo, mantêm equilíbrio fiscal.

“É possível avançar com livre mercado, multilateralismo e sustentabilidade”, concluiu o vice-presidente, ao defender o conjunto das medidas econômicas.


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