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Morre aos 85 anos Lindomar Castilho, o “Rei do Bolero”, ícone da música romântica brasileira

Cantor marcou gerações com sucessos como Vou Rifar Meu Coração e Você É Doida Demais; trajetória também foi marcada pelo assassinato da esposa em 1981.

Por Seridoense em 20 de dezembro de 2025

Foto: Reprodução

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O cantor Lindomar Castilho, um dos maiores nomes da música romântica brasileira e conhecido como o “Rei do Bolero”, morreu neste sábado (20), aos 85 anos. A informação foi confirmada por sua filha, Lili De Grammont, nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Nascido em Goiás, Lindomar despontou no cenário nacional nos anos 1960 e se tornou uma das vozes mais populares do país, especialmente na década seguinte. Com sua interpretação intensa e melodias carregadas de emoção, consolidou-se como referência do bolero e do samba-canção, alcançando marcas expressivas de vendas e uma legião de admiradores.

Entre seus maiores sucessos estão músicas que atravessaram gerações, como Vou Rifar Meu Coração e Você É Doida Demais, esta última resgatada no início dos anos 2000 ao integrar a abertura da série Os Normais, da TV Globo, ampliando novamente sua popularidade entre o público brasileiro.

A trajetória do artista, porém, ficou marcada por um crime que abalou o país. Em 1981, durante uma apresentação em São Paulo, Lindomar assassinou a tiros sua então esposa, a cantora Eliane de Grammont. O caso gerou grande repercussão e se tornou marco no debate sobre violência contra a mulher no Brasil, especialmente sob o lema “quem ama não mata”. Ele foi condenado a 12 anos de prisão e deixou o sistema prisional nos anos 1990.

Após cumprir parte da pena, o cantor retornou brevemente à carreira artística, chegando a lançar um álbum ao vivo em 2000. Com o tempo, contudo, afastou-se dos palcos e passou a levar uma vida reservada.

Mesmo com uma trajetória controversa, Lindomar Castilho permanece como um dos nomes mais lembrados da música romântica nacional, responsável por canções emblemáticas que integraram a memória afetiva de gerações e marcaram a cultura popular do país.


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