
Foto: José Carlos – Guanambi – BA
O verão no Hemisfério Sul começou neste domingo (21) com previsão de cenário de pouca chuva em grande parte do Nordeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Estados como Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco devem enfrentar precipitações até 100 milímetros abaixo da média histórica, enquanto áreas do Maranhão, norte do Piauí e noroeste do Ceará têm chance de registrar comportamento mais próximo ou acima do esperado para a estação.
Embora a região apresente tendência de estiagem relativa, o verão também é marcado por episódios de calor intenso, variação rápida no tempo e temporais isolados — características típicas do período.
Nordeste
A maior parte da região deve registrar menos chuva que o normal, com destaque para o centro-sul do Piauí, Bahia e grande parte de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. As previsões indicam volumes significativamente menores em relação à média, podendo impactar setores como agricultura, recursos hídricos e abastecimento.
Em contrapartida, o centro-norte do Maranhão, o norte do Piauí e o noroeste do Ceará aparecem como exceções, com tendência de precipitação próxima ou até acima dos índices históricos.
Outras regiões
Embora o foco da previsão seja desfavorável ao Nordeste, outras regiões do país terão comportamento distinto no verão:
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Norte: deve registrar chuvas acima da média, com exceção do sudeste do Pará e Tocantins.
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Sul: tem previsão de precipitações acima da média em todos os estados.
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Centro-Oeste: apresenta volumes próximos da média, com exceção do oeste de Mato Grosso.
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Sudeste: indicativo de chuvas abaixo da média, especialmente em Minas Gerais.
O verão 2026
A estação segue até 20 de março. O período costuma registrar temperaturas elevadas, dias mais longos e chuvas intensas, tempestades com ventos fortes, descargas elétricas e episódios de granizo — fenômenos impulsionados por sistemas como a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
Amazônia e Pantanal devem registrar os maiores volumes de chuva, entre 700 e 1100 milímetros, seguindo o padrão histórico.