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O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), intensificou nesta semana os ataques aos seus principais adversários, projetando uma disputa marcada pela polarização ideológica no estado. Em entrevista à O Correio de Hoje, ele classificou o ex-prefeito Álvaro Dias (PL) como “representante da extrema direita” e acusou Allyson Bezerra (União Brasil) de ser um “bolsonarista enrustido”, criticando a postura cautelosa do adversário em assumir posições políticas claras.
Cadu se apresenta como representante do campo democrático, alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à governadora Fátima Bezerra, e afirma que sua candidatura visa defender políticas sociais e continuidade administrativa. O pré-candidato destacou obras e programas do governo estadual, como o Hospital da Mulher, recuperação de rodovias e investimentos em educação, saúde e infraestrutura.
Porém, opositores políticos do PT e analistas apontam uma realidade diferente para o estado. Segundo críticos, a administração estadual tem enfrentado problemas de gestão e execução de obras, com equipamentos públicos inaugurados parcialmente ou ainda inacabados. Exemplos citados incluem hospitais e espaços urbanos em Natal, onde serviços essenciais permanecem limitados apesar de cerimônias de entrega realizadas oficialmente.
Além disso, parlamentares da Assembleia Legislativa alertam que a burocracia em órgãos como o Idema tem dificultado novos investimentos, enquanto setores importantes, como segurança pública, educação e saúde, ainda apresentam desafios significativos para a população.
Cadu também defendeu a ausência de escândalos de corrupção em sua gestão, mas pesquisas eleitorais recentes apontam rejeição elevada ao nome do petista, indicando que a pré-campanha terá obstáculos internos e externos. Ele não descarta a possibilidade de disputar o segundo turno contra Álvaro Dias, afirmando que o cenário nacional tende a reproduzir a polarização local.
No campo eleitoral, Cadu busca montar uma chapa competitiva, com definição ainda em aberto para o cargo de vice-governador, avaliando nomes com capital político, lealdade e contribuição programática. A federação formada por PT, PV e PCdoB projeta fortalecer sua bancada estadual e federal, enquanto alianças estratégicas devem envolver figuras como o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB).
Em paralelo, Cadu pretende nacionalizar o debate eleitoral, associando sua campanha às políticas federais, como programas sociais, redução de imposto de renda para a faixa de até R$ 5 mil e valorização do serviço público, criticando medidas de PDV e congelamento salarial propostas por adversários.
O pré-candidato também sinalizou que a questão fiscal será central no próximo governo, defendendo aumento de receita e controle das despesas públicas, sem comprometer os servidores que atuam em áreas essenciais. Apesar das declarações de avanço administrativo, especialistas ressaltam que o estado ainda enfrenta limitações na capacidade de investimento, com a receita comprometida historicamente por despesas obrigatórias.
O cenário eleitoral do RN em 2026, portanto, será marcado tanto pela ofensiva do PT e de Cadu Xavier contra adversários, quanto pelas críticas à gestão estadual vigente, com foco em obras, infraestrutura e políticas