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Chuvas

Barragem das Traíras recebe as primeiras águas da chuvas de 2026

Em 2024, estrutura deixou de receber volume significativo da sangria do Gargalheiras devido à ausência de comporta, o que reduziu a recarga do manancial e gerou críticas sobre a condução da obra.

Por Seridoense há 2 semanas

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

As chuvas registradas no fim de semana, especialmente neste domingo (12), garantiram a chegada das primeiras águas à Barragem Passagem das Traíras, localizada na zona rural de Jardim do Seridó no ano de 2026. O momento é simbólico para a população, já que o reservatório estava completamente seco.

A chegada da água ocorre após um longo período de obras e expectativas em torno da recuperação da estrutura da barragem. A preocupação com a segurança da parede levou ao início de um processo que se arrastou por anos. Em 2019, foi assinado o convênio e a ordem de serviço para os estudos e o projeto de recuperação. Já em dezembro de 2020, teve início a segunda etapa das obras, com execução do DNOCS.

No entanto, o andamento dos trabalhos foi marcado por paralisações, críticas e protestos da população devido à lentidão. Somente entre 2023 e 2024 as obras ganharam ritmo, sendo finalmente concluídas e entregues no final do ano passado.

Apesar da conclusão da reforma, a barragem ainda enfrentou problemas importantes. Em 2024, a ausência da instalação da comporta impediu que o reservatório recebesse uma grande quantidade de água proveniente da sangria do Açude Gargalheiras, em Acari — uma oportunidade considerada crucial para a recarga do manancial.

A situação gerou críticas e levantou questionamentos sobre a condução do processo. A falta de agilidade e o aparente desinteresse na finalização completa da estrutura acabaram resultando na perda de um volume significativo de água em um período estratégico, evidenciando falhas na gestão e na prioridade dada à obra.

Agora, com as chuvas recentes, a barragem começa a receber água naturalmente, reacendendo a esperança da população de Jardim do Seridó e região. Mesmo que ainda em pequena quantidade, a chegada das primeiras águas representa um novo capítulo para um reservatório essencial para o abastecimento e para a economia local.


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