Economia

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Cesta básica sobe em todas as capitais e compromete quase metade do salário mínimo

Levantamento aponta aumento nos preços em março de 2026, com destaque para feijão, carne e leite

Por Seridoense há 3 semanas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O custo da cesta básica registrou alta nas 27 capitais brasileiras em março de 2026, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e da Companhia Nacional de Abastecimento.

A cidade de São Paulo apresentou o maior valor médio, chegando a R$ 883,94, enquanto Aracaju registrou a cesta mais barata, com custo de R$ 598,45.

Entre os produtos que mais pressionaram os preços estão o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite. De acordo com o estudo, fatores climáticos, como o excesso de chuvas nas regiões produtoras, tiveram impacto direto na elevação desses alimentos. Em sentido oposto, o açúcar apresentou queda de preço em 19 capitais, influenciado pelo aumento da oferta.

As maiores altas foram registradas em cidades como Manaus, Salvador, Recife, Maceió e Natal, todas com aumentos superiores a 5% no período analisado.

Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, o trabalhador precisou, em média, de cerca de 109 horas de trabalho para adquirir a cesta básica nas capitais. Segundo o Dieese, isso representa 48,12% da renda líquida mensal, percentual superior ao registrado em fevereiro, quando o comprometimento era de 46,13%.

Apesar da alta recente, o estudo aponta que, na comparação com março de 2025, houve uma leve melhora no poder de compra, já que o percentual comprometido anteriormente era maior.

Outro dado relevante é o tempo necessário para adquirir os produtos básicos. Em março de 2026, foram necessárias, em média, 97 horas e 55 minutos de trabalho, acima do registrado no mês anterior.

No acumulado de 12 meses, o comportamento dos preços foi variado: houve aumento em 13 capitais e queda em outras quatro. Os maiores avanços ocorreram em Aracaju, Salvador e Recife, enquanto reduções foram registradas em cidades como Brasília e Florianópolis.

O levantamento também destaca o aumento expressivo no preço do feijão em todas as capitais, motivado pela redução da oferta e problemas na produção, como dificuldades na colheita e diminuição da área plantada.

Além disso, o Dieese calcula o valor ideal do salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas. Em março, esse valor foi estimado em R$ 7.425,99, o equivalente a 4,58 vezes o mínimo atual.


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